segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A Digestão em Ruminantes.



A digestão acontece quando os materiais complexos que se encontram no alimento são divididos em fragmentos menores que possam ser absorvidos pelo sistema gastrointestinal do animal para logo ser usados no crescimento, mantença, reprodução e outras funções como leite, lã, carne.
Nos ruminantes (em nossa situação ovinos) a digestão se inicia quando o alimento passa a través da boca, onde é fracionado, quebrando as fibras, (efeito do dente + saliva) preparando o bolo alimentício. O alimento continua sua passagem para o retículo-rumem onde ocorre a digestão microbiana (fermentação). Os micro-organismos tais como bactérias, fungos, trabalham para dividir mais ainda o alimento, especificamente, hidratos de carbono da dieta formando proteína para preencher as necessidades de energia e nitrogênio do animal.
Este processo, faz com que o animal regurgite materiais muito fibrosos (é o bolo alimentício mastigado pela segunda vez) do rumem para fraciona-los ainda mais. Depois do retículo-rumem o alimento parcialmente digerido entra ao omaso, onde se absorve a agua. Este bolo o digesta passa ao abomaso ou estômago propriamente dito, intestinos, etc. Nesta fase os processos digestivos são basicamente enzimáticos já não mais microbianos, da digesta e absorção dos nutrientes pelo animal.
As necessidades de energia.
Podemos definir energia como a capacidade de um corpo para efetuar um trabalho. As plantas obtém sua energia diretamente da luz solar, em contrapartida os animais devem obter um fornecimento constante de energia a través dos alimentos. Este fornecimento constante supre as necessidades corporais do animal, movimento, crescimento, produção de leite, reprodução, etc. a energia é obtida a partir dos hidratos de carbono (açúcar, amidos e celulose) e gordura da dieta. Os micro-organismos no rumem descompõem os hidratos de carbono complexos como no caso da celulose em ácidos graxos volateis (AGV) exemplo, ac. Butirico e Propionico. Os aceites, nos alimentos podem prover energia quando esta é digerida no rumem. (Elevadas quantidades de graxa vegetal na dieta dos ruminantes para aumentar o consumo em energia do animal pode diminuir a capacidade dos micro-organismo para descompor as outras partes da dieta.  Quantidades superiores ao 5 % na dieta é problemático.
Não toda a energia (válido também para outros nutrientes) que o animal consome é aproveitada. Os animais perdem energia de várias formas, nas fezes, urina, suor, metano, trabalho mecânico, calor, etc. Outra parte pode ser armazenada como gordura animal.
Neste ponto, necessitamos saber quanta energia fornece o alimento e quanta energia necessita o animal, conforme idade, peso, etc. Estes cálculos, como já mencionei em outros artículos, são o resultado de Tabelas de Alimentação. É importante ter presente que a maioria destes cálculos foi com base em animais de clima temperado onde o frio afeita as necessidades de energia e é sabido que em países como o nosso de clima tropical, as necessidades de energia são menores que as necessidades dos animais em clima temperado.

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