Observação, observação e
observação.
Estado geral dos animais, (escore
de condição corporal), coleta de fezes, pesagem dos animais, a verminoses do
rebanho é o principal problema sanitário. A verminoses aguda onde já não tem o
que fazer e a verminose crônica onde ainda existe algum paliativo, os sintomas
como por exemplo menor desenvolvimento corporal, redução de peso, perdidas em
produção de leite, lã, etc., são indicadores da existência de verminoses no
rebanho. Em especial quando o rebanho está em contato direto com as larvas
infectantes.
O parasita mais frequente e o de
maior importância é o Haemonchus sp. Tanto pela lesão no animal como pelo seu
poder de contaminação das pastagens e mais quando estes parasitos podem
aparecer durante o verão ou outono, mas também, durante o inverno e primavera,
com ação hematófaga causando anemia e esgotamento das reservas de ferro e
proteínas. Diarreias outro sintoma clássico. De forma geral podemos dizer que
sua ação pode estar localizada no abomaso, intestino delgado, assim como no
grosso (dependendo do tipo de parasito.)
Também temos os vermes pulmonares
cujo sintoma característico é a tosse.
Os
parasitos na sua fase adulta, põem seus ovos dentro do hospedeiro, estes ovos
são liberados junto com as fezes dos animais, na pastagem, os ovos eclodem e se
desenvolvem período devida livre, no estágio infectante
a larva é ingerida e inicia seu desenvolvimento (fase adulta) no interior do
animal. E assim sucessivamente. Temperatura e umidade são os fatores críticos,
rápido desenvolvimento e altas taxas de sobrevivência estão associados a climas
quentes e úmidos, o frio calores extremos, seca, pastos baixos, reduzem a taxa
de sobrevivência das larvas. Os cordeiros quando nascem já são expostos a
infecção parasitaria, estes desenvolvem uma imunidade algo moderada, porém as
matrizes são bastante resistentes aos parasitos mas em períodos de gestação,
lactação reduzem sua imunidade e ficam expostas a verminoses.
Outro fator a ser mencionado é a
resistência anti-helmíntica de parasitos gastrointestinais quando é utilizado o
mesmo composto químico, se a resistência é a duas drogas a chamamos de
resistência cruzada e resistência múltipla a mais de duas drogas. Isto é um
problema, as causas mais comuns podem ser entre outras, curto intervalo entre
tratamentos, uso de diferentes vermífugos de forma indiscriminada, sem
critério, etc. o melhor é como sempre digo analisar caso a caso.
Em princípio devemos considerar
que animais bem alimentados (boas taxas de crescimento) tem seu sistema imune
fortalecido e os estragos causados pelas infecções são menores quando
comparados com animais mal nutridos. Alimentação é tudo.
Também existe o fator raça, tem
raças mais resistentes que outras. O tipo de gramínea aquela de hábito de
crescimento mais ereto.
No aspecto sanitário sempre é
necessário da opinião do Veterinário de confiança.
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