sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Manejo Sanitário.



Observação, observação e observação.
Estado geral dos animais, (escore de condição corporal), coleta de fezes, pesagem dos animais, a verminoses do rebanho é o principal problema sanitário. A verminoses aguda onde já não tem o que fazer e a verminose crônica onde ainda existe algum paliativo, os sintomas como por exemplo menor desenvolvimento corporal, redução de peso, perdidas em produção de leite, lã, etc., são indicadores da existência de verminoses no rebanho. Em especial quando o rebanho está em contato direto com as larvas infectantes.
O parasita mais frequente e o de maior importância é o Haemonchus sp. Tanto pela lesão no animal como pelo seu poder de contaminação das pastagens e mais quando estes parasitos podem aparecer durante o verão ou outono, mas também, durante o inverno e primavera, com ação hematófaga causando anemia e esgotamento das reservas de ferro e proteínas. Diarreias outro sintoma clássico. De forma geral podemos dizer que sua ação pode estar localizada no abomaso, intestino delgado, assim como no grosso (dependendo do tipo de parasito.)
Também temos os vermes pulmonares cujo sintoma característico é a tosse.

Os parasitos na sua fase adulta, põem seus ovos dentro do hospedeiro, estes ovos são liberados junto com as fezes dos animais, na pastagem, os ovos eclodem e se desenvolvem período devida livre, no estágio infectante a larva é ingerida e inicia seu desenvolvimento (fase adulta) no interior do animal. E assim sucessivamente. Temperatura e umidade são os fatores críticos, rápido desenvolvimento e altas taxas de sobrevivência estão associados a climas quentes e úmidos, o frio calores extremos, seca, pastos baixos, reduzem a taxa de sobrevivência das larvas. Os cordeiros quando nascem já são expostos a infecção parasitaria, estes desenvolvem uma imunidade algo moderada, porém as matrizes são bastante resistentes aos parasitos mas em períodos de gestação, lactação reduzem sua imunidade e ficam expostas a verminoses.

Outro fator a ser mencionado é a resistência anti-helmíntica de parasitos gastrointestinais quando é utilizado o mesmo composto químico, se a resistência é a duas drogas a chamamos de resistência cruzada e resistência múltipla a mais de duas drogas. Isto é um problema, as causas mais comuns podem ser entre outras, curto intervalo entre tratamentos, uso de diferentes vermífugos de forma indiscriminada, sem critério, etc. o melhor é como sempre digo analisar caso a caso.
Em princípio devemos considerar que animais bem alimentados (boas taxas de crescimento) tem seu sistema imune fortalecido e os estragos causados pelas infecções são menores quando comparados com animais mal nutridos. Alimentação é tudo.
Também existe o fator raça, tem raças mais resistentes que outras. O tipo de gramínea aquela de hábito de crescimento mais ereto.
No aspecto sanitário sempre é necessário da opinião do Veterinário de confiança.   

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