terça-feira, 28 de junho de 2016

Minerais em Ovinos.

A pesquisa determinou entre outras a dependência entre os minerais e os teores de proteína na dieta assim como os níveis de energia. 

Em geral podemos afirmar que determinadas carências minerais são fáceis de determinar e incluso a olho nu. Mas existem outras, aquelas leves com características tão similares de difícil determinação. 

Estas mesmo sendo leves provocam ou causam uma baixa produção como um todo no animal, aspectos de grande importância como eficiência reprodutiva, crescimento lento, menor ganho de peso, uma condição corporal em lento deterioro.
  
Estas deficiências inclusas podem ser emascaradas por deficiências em proteína e energia.

De todas formas e inegável que sejam por minerais ou proteína ou energia, existe uma perdida econômica e o pior que esta perdida somente pode ser visualizada quando o estrago está feito e não antes dentro de critérios manejáveis. 


Os requerimentos, para ovinos podem ser encontrados nas informações publicadas pelo NRC (National Research Council de 2007, existem outras referências como CSIRO (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organization), sempre tendo presente que são informações de pesquisas feitas em outros países, com metodologias de trabalho diferentes as nossas, espécies vegetais diferentes, clima, etc., e assim por diante, mas de todas formas são referência a considerar, sempre. 

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Nutrição Mineral. (1) Continuação.



A produção animal feita sobre pastagens está representada por diferentes espécies. A quantidade de M. Seca, a qualidade da mesma, o conteúdo de minerais assim como sua disponibilidade para o animal varia de ano em ano, sendo resultado da interação entre clima, solo, planta e animal. 

São muitas as variáveis que inter atuam na produção animal e de difícil apreciação. Até hoje sempre se mencionou energia e proteína mas sabemos também que em nutrição animal além da energia e proteína, existem outros fatores como minerais, vitaminas, Fibra, etc., que são aportados pelas pastagens em maior ou menor grau dependendo da espécie em questão. 
Observando as tábuas de requerimentos (NRC) encontramos espécies e conteúdos nutricionais assim como animais divididos por categorias e idades e com necessidades em estes nutrientes. E o nutriente mais limitante é quem condiciona o sistema como um todo.

Os minerais se encontram em todos os processos do corpo animal. Faltando, corrigimos via suplementação mineral, mas a pergunta é a quem alimentar, é óbvio que encaramos um ovino como um todo, mas não podemos esquecer que um ovino é também um ruminante e que devemos alimentar seu rúmen, sua flora microbiana, isto é muito importante mantê-lo presente. 

Os requerimentos nutricionais para o animal não somente devem ser interpretados senão que também existe uma variação com o genótipo do animal, o sistema de produção ao qual é sometido, e suas interações.  

A pastagem fornece um x de minerais, obviamente depende do tipo de pastagens em questão, conteúdo e a forma em que esses minerais são disponíveis do ponto de vista biológico. Essa biodisponibilidade significa que da quantidade de elemento ingerido, quanto o animal aproveita, ou seja, esse mineral chega a seu ponto de ação.

Até agora é muito simples, incluso é simples medir o conteúdo de minerais da pastagem, mas o problema aumenta já que a distribuição dos minerais na própria planta varia, sua forma química em que está presente na mesma e o que é pior as interações com outros minerais.

Sem querer entrar em profundidade podemos mencionar associações de minerais com a parede celular de várias espécies. Associações com componentes insolúveis o que limita o aproveitamento destes minerais.

Sabemos também  que estes para ser absorbidos devem estar em forma solúvel.    

domingo, 17 de janeiro de 2016

E a vaca foi para o brejo.



Planejamento é tudo.

Neste artigo, não é minha intenção falar de tal o qual projeto e sim dar minha opinião num tema tão importante e abrangente como é o planejamento. 

Quando falamos de produção, não é somente aumentos em produção de grãos, kg de carne, de lã ou litros do leite, vá junto um sem-número de outros fatores. Os primeiros a serem citados tem sido sempre maior produtividade, custos baixos, qualidade de produto, etc., mas o maior de todos a meu ver é o fator humano. 

Se fala de empresas, como se elas tivessem vida própria, grandes firmas, mas em definitiva as firmas são o que são graças a seus funcionários, são eles que fazem a empresa. 

Os empregados, funcionários, colaboradores que cuidam dessa produção. Não resolve ter um trator com a mais moderna tecnologia sem o tratorista, parece obvio, mas a maioria das vezes não é. Essas pessoas formam parte do sistema e necessitam também seus cuidados, nossa atenção, via treinamentos, benefícios, etc., que eles sintam orgulho do trabalho ou responsabilidade em tal ou qual função.

Ambos, devem estar integrados, recurso humano com o recurso tecnológico ou técnico, todos ganham, maior produção, maior satisfação e vice-versa. Tudo gira em volta de nosso planejamento, como organizar, como será organizado o trabalho, como será feito e quem o realizará.
No momento em que estamos organizando o trabalho, estamos mexendo com qualidade (pessoas motivadas), custos (custo/benefício com foco no menor custo sem comprometer a produção), saúde e segurança por demais óbvio, qualidade de vida e muitos outros.  

Quando a produção aumenta, é necessário contratar mais gente caso contrário corremos o risco de não atingir nossas metas, incluso até gente especializada caso seja necessário. Tudo acompanhado dos devidos registros tanto do pessoal envolvido quanto a tecnologia que será empregada. Desta maneira pode ser feito um analise do sistema determinando seus pontos fortes quanto os fracos, aos efeitos de sempre procurar melhoras.

Quanto mais especializada seja a empresa, maiores serão as exigências. 

Suponhamos produzir nossa própria ração, algo muito comum nos confinamentos, isto conduz a um planeamento não somente de maquinaria necessária, volumem de produção para x bois em confinamento e assim por diante, como também do lugar onde será instalada, como será distribuída (layout), entrada de grãos e saída da ração, movimentação do pessoal, prevenção de acidentes, iluminação, poluição, etc. como podem observar um sem-número de fatores e outros anteriores que determinarão a tomada de decisão de produzir nossa própria ração.  

E para concluir, é fato que aumentos na produtividade requer maior participação do pessoal, e mais ainda, responsabilidade para a tomada de decisão.