quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Necessidades de Proteína em Ruminantes.



As proteínas são essenciais nas células animais. Formam compostos ou melhor estruturas como pelos, pele, musculo, formam partes das enzimas, atuam em todas as funções internas. As proteínas são cadeias de aminoácidos (aa), seus compostos básicos. 16 % da proteína é nitrogênio, sendo o nitrogênio também de muita importância.

Os micro-organismos no rumem necessitam proteína para seu próprio crescimento e podem produzir seus próprios aa que por sua vez produzem proteínas, além do mais, podem usar fontes não proteicas de nitrogênio (NNP= nitrogênio não proteico).  Os micro-organismos produzem proteínas para eles mesmos, mesmo assim, grande parte passa ao animal preenchendo muitas de suas necessidades em proteína no animal. Os micro-organismos degradam, fracionam a maior parte das proteínas do alimento em amônia (NH3) para ser usado como ponto de partida de aa, de forma que não há necessidade de usar proteína cara, de alta qualidade na dieta de qualquer ruminante pois, será descomposta no rumem antes que o animal possa usa-la. A proteína que é descomposta pelos micro-organismos no rumem é chamada de Proteína Degradável no Rumem (PDR).  
  
Também vale lembrar que não toda a proteína será degradada pelos micro-organismos no rumem. Parte dela chega ao estomago sem sofrer alterações onde pode ser utilizada pelo animal. Esta proteína é chamada de Proteína não Degradável (PND) ou proteína by-pass. Quando um animal está em fase de rápido crescimento ou lactando (momentos de grandes necessidades de proteína), a proteína sintetizada pelos micro-organismos pode ser que não seja suficiente. E o animal necessitará de uma fonte de proteína by-pass.

A chamada Proteína Crua (PC) não é na realidade uma medida de proteína, é uma estimativa bruta com base em medidas de quantidades de nitrogênio nos alimentos (PC= conteúdo de nitrogênio x 6,25 já que as proteínas estão constituídas com aproximadamente um 16 % de nitrogênio. Além do mais pode existir e de fato acontece que nos alimentos tenham também nitrogênio não proteico.

Os ruminantes podem reciclar e voltar a usar o nitrogênio na ureia. A ureia passa a traves do torrente sanguíneo as glândulas salivares, para logo se unir ao alimento que entra no rumem. A ureia pode ser usada como fonte de NNP para os micro-organismos mesmo assim sempre há algumas perdidas. A proteína se perde também a traves da pele, pelo, e sempre sara necessária para o crescimento e lactação.

Os animais nos trópicos estão em condições bem diferentes aos animais em regiões temperadas O clima pode ter um grande efeito no consumo de alimentos, digestão, consumo de água, etc. O clima pode afetar a qualidade do forragem. Os animais comem menos quando a temperatura é alta. A temperatura do corpo do animal aumenta como consequência do aumento do calor pela alimentação em especial quando o ruminante é alimentado com forragem de baixa qualidade resultando em uma menor ingestão de alimento, menor atividade muscular e funções produtivas mais lentas (taxa de crescimento, produção de leite, e taxas reprodutivas menores).

O tempo de pastoreio se reduz se os animais estão estressados pelo calor do meio dia. Também necessitam de mais agua. Os forragens tropicais amadurecem com maior rapidez que os temperados, assim como menores níveis de proteína, minerais, e ED e maiores quantidades de lignina que faz a fibra ser menos digestível.    

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