A digestão acontece quando os
materiais complexos que se encontram no alimento são divididos em fragmentos
menores que possam ser absorvidos pelo sistema gastrointestinal do animal
para logo ser usados no crescimento, mantença, reprodução e outras funções como
leite, lã, carne.
Nos ruminantes (em nossa situação
ovinos) a digestão se inicia quando o alimento passa a través da boca, onde é fracionado,
quebrando as fibras, (efeito do dente + saliva) preparando o bolo alimentício.
O alimento continua sua passagem para o retículo-rumem onde ocorre a digestão
microbiana (fermentação). Os micro-organismos tais como bactérias, fungos,
trabalham para dividir mais ainda o alimento, especificamente, hidratos de
carbono da dieta formando proteína para preencher as necessidades de energia e nitrogênio
do animal.
Este processo, faz com que o
animal regurgite materiais muito fibrosos (é o bolo alimentício mastigado pela
segunda vez) do rumem para fraciona-los ainda mais. Depois do retículo-rumem o
alimento parcialmente digerido entra ao omaso, onde se absorve a agua. Este
bolo o digesta passa ao abomaso ou estômago propriamente dito, intestinos, etc.
Nesta fase os processos digestivos são basicamente enzimáticos já não mais microbianos,
da digesta e absorção dos nutrientes pelo animal.
As necessidades de energia.
Podemos definir energia como a
capacidade de um corpo para efetuar um trabalho. As plantas obtém sua energia
diretamente da luz solar, em contrapartida os animais devem obter um
fornecimento constante de energia a través dos alimentos. Este fornecimento
constante supre as necessidades corporais do animal, movimento, crescimento,
produção de leite, reprodução, etc. a energia é obtida a partir dos hidratos de
carbono (açúcar, amidos e celulose) e gordura da dieta. Os micro-organismos no
rumem descompõem os hidratos de carbono complexos como no caso da celulose em
ácidos graxos volateis (AGV) exemplo, ac. Butirico e Propionico. Os aceites,
nos alimentos podem prover energia quando esta é digerida no rumem. (Elevadas
quantidades de graxa vegetal na dieta dos ruminantes para aumentar o consumo em
energia do animal pode diminuir a capacidade dos micro-organismo para descompor
as outras partes da dieta. Quantidades
superiores ao 5 % na dieta é problemático.
Não toda a energia (válido também
para outros nutrientes) que o animal consome é aproveitada. Os animais perdem energia
de várias formas, nas fezes, urina, suor, metano, trabalho mecânico, calor,
etc. Outra parte pode ser armazenada como gordura animal.
Neste ponto, necessitamos saber
quanta energia fornece o alimento e quanta energia necessita o animal, conforme
idade, peso, etc. Estes cálculos, como já mencionei em outros artículos, são o
resultado de Tabelas de Alimentação. É importante ter presente que a maioria
destes cálculos foi com base em animais de clima temperado onde o frio afeita
as necessidades de energia e é sabido que em países como o nosso de clima
tropical, as necessidades de energia são menores que as necessidades dos
animais em clima temperado.
Um comentário:
Muitoooooo intereçante
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