domingo, 23 de novembro de 2014

As fibras de lã e seu processamento têxtil.




A posição do ponto de quebra determina o destino dos troços resultantes. Conforme o cumprimento de cada troço, estes poderão chegar a formar parte dos tops (fitas penteadas) ou alguns em especial os muito curtos serão eliminados no próprio cardado aumentando assim os desperdícios e contribuindo a baixar os rendimentos dos tops.

Fungos e bactérias, em condições de alta umidade e temperatura, segregam enzimas que atacam a fibra degradando a queratina, o que determina uma diminuição da resistência.

Os raios ultravioletas também degradam a queratina, é fácil observar isto nas pontas da lã, se mostram como queimadas, com o que também se aumentam os desperdícios. O velo deve ser suficiente compacto evitando assim a entrada em profundidade dos UV, e chuva, mas não em extremo porque sem uma boa aeração a umidade da lã tende a aumentar.

A cor da lã que realmente interessa é branca, tudo o que foge podemos interpreta-o como fibras coloreadas ou seja cores diferente da massa fibrosa. A cor branca permite obter todas as outras tonalidades. A cor em geral pode chegar até ser amarela canário como consequência de uma lã com alta umidade e temperatura ambiente elevada. No velo mencionamos ser compacto (entrada de agua de chuva e aeração), o clima e práticas de manejo. Este último de grande importância si a tosquia foi feita com velos úmidos (chuva, orvalho) ou mesmo mal acondicionada, galpões pouco ventilados. Tudo conduz a lãs amarelas.

O amarelo da lã pode ser eliminado por lavado quando a origem é provocada pela suarda. 

A existência de fibras coloridas diferentes da massa do velo, agrupadas em tufos ou individualmente, podem ser de origem genética como pelos negros, de crescimento contaminada por fezes mudando a cor a tonalidades obscuras, isto não pode ser eliminado, ou por produtos, medicamentos aplicados que terminam manchando a lã.     

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

As fibras de lã e seu processamento têxtil.



A resistência a tração. 


É mais uma das características importantes da fibra de lã. Ela influi nos rendimentos em produtos têxteis, o cumprimento da fibra dos tops e a resistência dos fios e tecidos. Além da resistência da fibra, interessa também a resistência do tufo de lã, o que permite determinar a existência dos pontos finos. Esta última resistência é a que permite determinar a campo se a lã é forte (sadia) ou débil, entendendo por débil quando se tem perdido entre um 25 – 30 % da resistência dos tufos fortes ou sadios.

Mesmo a lã tendo crescido em boas condições, sua resistência não supera o valor mínimo exigido para poder ser trabalhada nas maquinas têxteis. No cardado, sempre rompem muitas fibras, com o qual a fibra fica de menor cumprimento que é de 30% para lãs finas e de um 40% para as grossas.


Resistência à tração de algumas fibras.
  
Algodão.
55 kg por mm2.
Acrílica
31 kg por mm2
Poliéster
50 kg por mm2
Lã forte
23 kg por mm2
Lã débil
16 kg por mm2
 

A resistência diminui por 2 causas, uma de tipo mecânico, o afinamento da fibra e outra de tipo químico, o ataque da fibra por microrganismos e agentes atmosféricos. Se a fibra afina como resultado de stress, sua resistência especifica não diminui, mas se a absoluta, aumentando a quantidade de fibras que se quebram durante o processo de cardado.