sábado, 13 de maio de 2017

Nutrição mineral 3

Ao considerar, uma pastagem, o animal e o homem, vemos que estamos frente a um sistema aberto, ou seja sujeito a um sem-número de fatores, provocando variações do sistema tanto em quantidade como em qualidade.

Uma pastagem está afetada permanentemente pelo clima (chuva, seca, temperaturas variáveis e até por queimadas em típicos acidentes de verão) e também pelo manejo do proprietário do estabelecimento que pode ser certo ou errado e pelos próprios animais.

Podemos sim, analisar quimicamente uma pastagem e determinar os teores de diferentes minerais, pelo menos os mais relevantes, Ca, P, N, S, etc., mas isto é algo pontual, já que o analise é feito em um momento do ano, ou seja esses teores correspondem a uma estação do ano, em um determinado momento do mês. 

E como sempre digo, mas vale quantificar que não ter nada nas mãos.

Se sumamos ao anterior o efeito do manejo que pode ser certo ou errado, começamos a observar outro tanto de variáveis que afeitam o conteúdo mineral das plantas. 

E mais o efeito animal no consumo dessa pastagem. É conhecida a seletividade do ovino sobre a pastagem, além da contaminação via urina e fezes. Estes dos últimos alteram mais os resultados esperados.


Sempre devemos quantificar, mas também sempre devemos interpretar corretamente o que estamos fazendo.

Então a pergunta é podemos assim determinar o consumo mineral pelos ovinos nessas condições?  Pessoalmente digo que não. Muitos autores e já a muito tempo indicam o uso de teste sanguíneo como um indicador do estado mineral do animal quantificando a existência ou não de deficiências minerais. Essas deficiências afeitariam ou não o metabolismo animal.?

Estes procedimentos podem e deveriam ser usados nas cabanhas com animais de elite. A informação disponível ainda é muito pouca, com o agravante de diferentes raças, categorias, etc.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Nutrição Mineral 2

A pesquisa determinou entre outras a dependência entre os minerais e os teores de proteína na dieta assim como os níveis de energia. 

Em geral podemos afirmar que determinadas carências minerais são fáceis de determinar e incluso a olho nu. Mas existem outras, aquelas leves com características tão similares de difícil determinação. 

Estas mesmo sendo leves provocam ou causam uma baixa produção como um todo no animal, aspectos de grande importância como eficiência reprodutiva, crescimento lento, menor ganho de peso, uma condição corporal em lento deterioro. 

Estas deficiências inclusas podem ser emascaradas por deficiências em proteína e energia.

De todas formas e inegável que sejam por minerais ou proteína ou energia, existe uma perdida econômica e o pior que esta perdida somente pode ser visualizada quando o estrago está feito e não antes dentro de critérios manejáveis.


Os requerimentos, para ovinos podem ser encontrados nas informações publicadas pelo NRC (National Research Council de 2007, existem outras referências como CSIRO (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organization), sempre tendo presente que são informações de pesquisas feitas em outros países, com metodologias de trabalho diferentes as nossas, espécies vegetais diferentes, clima, etc., e assim por diante, mas de todas formas são referência a considerar, sempre.