Ao considerar, uma pastagem, o animal e
o homem, vemos que estamos frente a um sistema aberto, ou seja sujeito a um
sem-número de fatores, provocando variações do sistema tanto em quantidade como
em qualidade.
Uma pastagem está afetada
permanentemente pelo clima (chuva, seca, temperaturas variáveis e até por
queimadas em típicos acidentes de verão) e também pelo manejo do proprietário do
estabelecimento que pode ser certo ou errado e pelos próprios animais.
Podemos sim, analisar quimicamente uma
pastagem e determinar os teores de diferentes minerais, pelo menos os mais
relevantes, Ca, P, N, S, etc., mas isto é algo pontual, já que o analise é
feito em um momento do ano, ou seja esses teores correspondem a uma estação do
ano, em um determinado momento do mês.
E como sempre digo, mas vale quantificar
que não ter nada nas mãos.
Se sumamos ao anterior o efeito do manejo que pode ser certo ou errado, começamos a
observar outro tanto de variáveis que afeitam o conteúdo mineral das plantas.
E mais o efeito
animal no consumo dessa pastagem. É conhecida a seletividade do ovino sobre a
pastagem, além da contaminação via urina e fezes. Estes dos últimos alteram mais os resultados esperados.
Sempre devemos quantificar, mas também
sempre devemos interpretar corretamente o que estamos fazendo.
Então a pergunta é podemos assim
determinar o consumo mineral pelos ovinos nessas condições? Pessoalmente digo que não. Muitos autores e já a muito tempo
indicam o uso de teste sanguíneo como um indicador do estado mineral do animal
quantificando a existência ou não de deficiências minerais. Essas deficiências
afeitariam ou não o metabolismo animal.?
Estes procedimentos podem e deveriam
ser usados nas cabanhas com animais de elite. A informação disponível ainda é muito pouca,
com o agravante de diferentes raças, categorias, etc.