O técnico francês André Voisin,
em seus anos de pesquisa na Normandia, estabeleceu 4 leis que na sua opinião deveriam
reger qualquer sistema de pastoreio, independente de condições de solo, clima,
ou tipo de pastagem.
- Para que uma pastagem possa dar sua máxima produtividade, é necessário que entre dois pastoreios sucessivos tenha passado um tempo suficiente como para que as plantas armazenem em suas raízes, as reservas necessárias para seu rebrote e efetuem seu boom de crescimento de grande produção diária por Há. Isto indica, que o tempo de descanso entre pastoreios há de ser variável com a estação do ano e as condições ambientais.
- O tempo de ocupação de um potreiro (piquete) deve ser suficientemente curto, como para que o pasto não seja cortado varias vezes antes de retira-los.
- É necessário ajudar aos animais de requerimentos alimentícios mais altos para que colham a maior quantidade de pasto possível, e que seja da melhor qualidade. Na medida que o pastoreio se faça tão a fundo como seja possível, menor será a quantidade que poderá coletar cada animal, e por consequência sua produção individual será menor.
- Para obter máximas produções por animal é necessário que os animais não fiquem mais de 3 dias em pastoreio. Quanto mais dias fiquem no mesmo potreiro, cada vez terão menores quantidades de pasto, sendo de inferior qualidade e obtendo menores ganancias diárias.
Estas leis, somadas ao conhecimento da fisiologia das plantas apontam a que com aumentos da dotação é possível aumentar a produção animal por Há, com alguma diminuição na produção por cabeça.
Um fato importante que deve ser
destacado, é que os sistemas rotativo ou diferidos conduzem a uma melhor
utilização do pasto produtivo e evitam os longos períodos de sobre pastoreio.
A decisão de trocar de um regime
de pastoreio continuo a formas de pastoreios mais racionais depende dos
objetivos de cada sistema de produção, da infraestrutura existente em matéria
de subdivisões e aguas e dos custos que representa construi-la onde não existe.
