segunda-feira, 30 de junho de 2014

Carneiro, volumem testicular, serviço e efeito carneiro. II



O genótipo também determina a que idade o carneiro atinge seu tamanho testicular adulto. Esta característica presenta alta herdabilidade, mas por outro lado esta resposta não é reflexo na performance reprodutiva das filhas de machos selecionados por alto tamanho testicular o que é óbvio. 

Outro fator que incide no tamanho testicular é o foto-período. Foi demonstrado que foto-período decrescente coincide com um aumento no tamanho testicular, assim como uma menor quantidade e qualidade na produção de esperma. Estes efeitos sobre o carneiro, pareceriam ter por finalidade adequar a ótima reprodução do carneiro com a fêmea já que sua sexualidade também é afetada por variações do foto-período.

A subnutrição durante o verão dos carneiros impede que o foto-período atue positivamente. Si a oferta de forragem é deficitária em quantidade e qualidade o tamanho testicular pode ser menor que aquele observado durante a primavera.  

A relação entre nutrição, volume testicular e/ou produção espermática, é bastante complexo, além do elemento fundamental que é a alimentação, está também como determinante, a raça, podem ser produtoras de carne especificamente como produtoras de lã, isto já determina variáveis no manejo de cada uma e além do mais, as subdivisões dentro de cada uma de elas.   

Incluso existem outros fatores como o famoso estresse no qual podemos incluir altas temperaturas ambientais, doenças com altas temperaturas corporais, tosquia, etc., que também afetam o tamanho testicular. 

Vale lembrar que a espermatogéneses dura aproximadamente 60 dias, ou seja deve transcorrer esse tempo para que se manifeste na produção espermática os efeitos negativos de aqueles fatores que reduzem a função testicular. É difícil explicar deficiências na capacidade fecundante de um carneiro.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Carneiro, volumem testicular, serviço e efeito carneiro.



De maneira geral, podemos afirmar que ao considerar avaliações em carneiro, é muito comum, efetuar exame clínico para determinar anomalias tipo, defeito de aprumos, hipoplasia, criptorquidia, fratura de pene, etc., em outras situações é efetuado um exame do sêmen para estimar a capacidade fecundante do mesmo.  O próprio exame do sêmen, não oferece suficiente informação como para definir com exatidão a capacidade fecundante do carneiro.

O tamanho testicular também é mais uma alternativa de usar na propriedade. Todos são válidos e devem ser utilizados, é um investimento em tempo com um grande resultado financeiro. Em rebanhos comerciais, levar registros e implementar métodos para estas finalidades é de grande valia na administração do estabelecimento.

Não podemos esquecer que si falha o carneiro, o resultado é catastrófico.

Nas estimativas do volume testicular, existem vários métodos, entre eles podemos mencionar:

Deslocamento de liquido, (diferença de volume, é um método bastante exato mas o inconveniente é quando se trabalha com um elevado número de carneiros, além do mais, o erro cometido neste caso, é a medição do volume escrotal e não o volume testicular. 

Medições diretas como diâmetro e longitude de cada testículo ou a circunferência testicular ajudam a calcular o volume testicular, neste método o erro cometido são as diferencias que podem existir na forma dos testículos.

Palpação, uma forma pratica, comparando os testículos com moldes que simulam a forma e o tamanho dos testículos e cujo volume seja conhecido. 

Qualquer que seja o método praticado, guardam uma boa correlação entre o volume testicular e o peso testicular real, estamos falando de correlações entre 0,83 – 0,96. Também podemos mencionar que para estes casos, a repetitividade do volume testicular está na ordem de 0,9. 

O volume testicular está fortemente influenciado por fatores individuais, genéticos e ambientais. Existe uma correlação muito estreita entre idade/peso corporal e tamanho testicular. A medida que o animal cresce em idade e peso, aumenta o tamanho testicular até o tamanho adulto por volta dos 18 meses. O tamanho varia ao longo do ano, já que existem variações por fotoperiodo, e mudanças na alimentação pelas estações do ano e a quantidade e qualidade da forragem.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

O Metabolismo dos ruminantes III



É tão grave que pode levar o animal a morte. Nestes casos é praticada uma perfuração para eliminar o gás acumulado. Um acumulo de gás (dióxido de carbono) no rumem, não somente distende o estômago senão que atua como uma droga sobre o sistema nervoso impedindo ao animal de eructar.  O timpanismo geralmente ataca o gado que tem sido alimentado com leguminosas, as plantas responsáveis do timpanismo presentam agentes espumosos (saponificados). A espuma incorpora os gases e impede a eructação. 

Outro problema do gado é a cetoses ou formação excessiva de cetona no corpo, o que dá à urina e as fezes odor a fruta, resultado pouca glucose nas células. 

Também as ovelhas na última etapa de sua prenhes, sofrem de cetoses. A doença é facilmente de identificar já que o animal deixa de comer e entra em um estado como de apatia.




Comparativo entre vaca (ruminante) vs suíno (monogástrico)

Vaca.
Suíno.
4 estômagos, os dois primeiros (retículo – rumem) atuam juntos como cuba de fermentação, o excesso de água é extraído no terceiro estômago (omaso) e a digestão propriamente dita é feita no quarto estômago (abomaso).


Somente um estômago, cuja função corresponde ao abomaso.