quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Alguns princípios básicos no manejo de pastagem.



O técnico francês André Voisin, em seus anos de pesquisa na Normandia, estabeleceu 4 leis que na sua opinião deveriam reger qualquer sistema de pastoreio, independente de condições de solo, clima, ou tipo de pastagem.


  • Para que uma pastagem possa dar sua máxima produtividade, é necessário que entre dois pastoreios sucessivos tenha passado um tempo suficiente como para que as plantas armazenem em suas raízes, as reservas necessárias para seu rebrote e efetuem seu boom de crescimento de grande produção diária por Há. Isto indica, que o tempo de descanso entre pastoreios há de ser variável com a estação do ano e as condições ambientais.
  • O tempo de ocupação de um potreiro (piquete) deve ser suficientemente curto, como para que o pasto não seja cortado varias vezes antes de retira-los.

  • É necessário ajudar aos animais de requerimentos alimentícios mais altos para que colham a maior quantidade de pasto possível, e que seja da melhor qualidade. Na medida que o pastoreio se faça tão a fundo como seja possível, menor será a quantidade que poderá coletar cada animal, e por consequência sua produção individual será menor.

  • Para obter máximas produções por animal é necessário que os animais não fiquem mais de 3 dias em pastoreio. Quanto mais dias fiquem no mesmo potreiro, cada vez terão menores quantidades de pasto, sendo de inferior qualidade e obtendo menores ganancias diárias.

Estas leis, somadas ao conhecimento da fisiologia das plantas apontam a que com aumentos da dotação é possível aumentar a produção animal por Há, com alguma diminuição na produção por cabeça. 

Um fato importante que deve ser destacado, é que os sistemas rotativo ou diferidos conduzem a uma melhor utilização do pasto produtivo e evitam os longos períodos de sobre pastoreio.

A decisão de trocar de um regime de pastoreio continuo a formas de pastoreios mais racionais depende dos objetivos de cada sistema de produção, da infraestrutura existente em matéria de subdivisões e aguas e dos custos que representa construi-la onde não existe.

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