quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Melhoramento Genético em termos Gerais (6)



Temos falado em artigos anteriores, aspectos gerais para predizer a resposta na seleção dos rebanhos, em empresas onde cada uma de elas leva seus próprios programas de seleção ou melhoramento. Mas, a nível nacional a situação muda de figura totalmente, já que Brasil sendo um pais de muitos contrastes e digo isto em todo sentido, extensão territorial, tipos de solo, clima, pastagens, etc., etc., implantar um sistema de seleção genética resulta bastante complicado. Os interesses do norte não são os do sul, assim como tampouco os do Centro-Oeste e assim por diante.

Como todo sistema, qualquer que seja, sempre existe e existirá uma hierarquia e nas espécies doméstica não pode ser diferente, hierarquia que podemos representa-la com uma pirâmide.
No ápice da pirâmide existiriam o que podemos chamar como cabanhas pais, com produção de animais de extremo valor genético, animais além de elite.  Seguidos por outra seção da pirâmide chamada de cabanhas multiplicadoras as que forneceriam animais para os rebanhos gerais. 

O seja existiria um fluxo de genes desde o ápice da pirâmide para sua base.  Neste tipo de sistema onde o fluxo de genes é preferentemente em uma só direção, do ápice para a base, o progresso genético de todo o sistema é de responsabilidade das cabanhas pais.

É importante frisar que as cabanhas pais ou de elite estejam praticando de forma eficiente planes de seleção obtendo o maior progresso genético possível em aquelas características produtivas fundamentais para a produção do rebanho geral.

O rebanho geral por si mesmo é pouco o que pode fazer para obter um progresso genético importante na suas características produtivas.

A nível de rebanho geral podem-se realizar planes de seleção complementários ao aporte produtivo dos carneiros que se compram, mas, fundamentalmente neste patamar o mais importante é aplicar normas de manejo adequado que permitam a manifestação plena das características produtivas do rebanho. 

Esta estrutura ou tipo de estrutura, permitiria uma disseminação do progresso genético a toda a população ovina da região (não falo pais porque não teria sentido, pelo mencionado anteriormente). Além do mais permitiria concentrar em poucas empresas os esforços e gastos com os programas de seleção tendo certeza que seus resultados incrementariam a produção de todo o rebanho da região.

Comentários finais.

  • Após várias gerações, o progresso genético dos três estratos (elite, multiplicador e geral) é o mesmo. Quando há muita diferencia genética entre os estratos, pode acontecer que no começo, o progresso genético nos estratos inferiores seja maior para que posteriormente se igualem. 
  •  Após várias gerações, as diferencias genéticas de produção entre estratos, em média, é constante e equivalente a duas vezes o progresso genético por geração.
  •  Os níveis genéticos de produção de todo o sistema serão maiores quanto maior seja o progresso genético a nível de cabanhas elite.  


É importante ressaltar que todas estas generalidades estão referidas a níveis genéticos de produção e não a níveis fenotípicos já que ístos últimos estão determinados em maior ou menor grau pelo ambiente onde se efetua a criação em especial no referente a alimentação.

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