Temos falado em artigos
anteriores, aspectos gerais para predizer a resposta na seleção dos rebanhos,
em empresas onde cada uma de elas leva seus próprios programas de seleção ou
melhoramento. Mas, a nível nacional a situação muda de figura totalmente, já que
Brasil sendo um pais de muitos contrastes e digo isto em todo sentido, extensão
territorial, tipos de solo, clima, pastagens, etc., etc., implantar um sistema
de seleção genética resulta bastante complicado. Os interesses do norte não são
os do sul, assim como tampouco os do Centro-Oeste e assim por diante.
Como todo sistema, qualquer que
seja, sempre existe e existirá uma hierarquia e nas espécies doméstica não pode
ser diferente, hierarquia que podemos representa-la com uma pirâmide.
No ápice da pirâmide existiriam o
que podemos chamar como cabanhas pais, com produção de animais de extremo valor
genético, animais além de elite. Seguidos
por outra seção da pirâmide chamada de cabanhas multiplicadoras as que forneceriam
animais para os rebanhos gerais.
O seja existiria um fluxo de
genes desde o ápice da pirâmide para sua base.
Neste tipo de sistema onde o fluxo de genes é preferentemente em uma só
direção, do ápice para a base, o progresso genético de todo o sistema é de
responsabilidade das cabanhas pais.
É importante frisar que as cabanhas
pais ou de elite estejam praticando de forma eficiente planes de seleção
obtendo o maior progresso genético possível em aquelas características produtivas
fundamentais para a produção do rebanho geral.
O rebanho geral por si mesmo é
pouco o que pode fazer para obter um progresso genético importante na suas características
produtivas.
A nível de rebanho geral podem-se
realizar planes de seleção complementários ao aporte produtivo dos carneiros
que se compram, mas, fundamentalmente neste patamar o mais importante é aplicar
normas de manejo adequado que permitam a manifestação plena das características
produtivas do rebanho.
Esta estrutura ou tipo de
estrutura, permitiria uma disseminação do progresso genético a toda a população
ovina da região (não falo pais porque não teria sentido, pelo mencionado
anteriormente). Além do mais permitiria concentrar em poucas empresas os
esforços e gastos com os programas de seleção tendo certeza que seus resultados
incrementariam a produção de todo o rebanho da região.
Comentários finais.
- Após várias gerações, o progresso genético dos três estratos (elite, multiplicador e geral) é o mesmo. Quando há muita diferencia genética entre os estratos, pode acontecer que no começo, o progresso genético nos estratos inferiores seja maior para que posteriormente se igualem.
- Após várias gerações, as diferencias genéticas de produção entre estratos, em média, é constante e equivalente a duas vezes o progresso genético por geração.
- Os níveis genéticos de produção de todo o sistema serão maiores quanto maior seja o progresso genético a nível de cabanhas elite.
É importante ressaltar que todas
estas generalidades estão referidas a níveis genéticos de produção e não a níveis
fenotípicos já que ístos últimos estão determinados em maior ou menor grau pelo
ambiente onde se efetua a criação em especial no referente a alimentação.
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