segunda-feira, 16 de junho de 2014

O metabolismo dos ruminantes.



Desculpem esta ausência, estava com outros compromissos. 


O metabolismo dos ruminantes.


Durante tempos, se tem falado que o melhor amigo do homem é o cachorro, mas não para os biólogos. Em relação ao valor para a humanidade, o animal que leva a melhor é o ruminante. E sem considerar que é um animal tranquilo e mais inteligente do que a imaginação popular supõe, aos ruminantes (vacas, etc.) devemos a provisão da maioria de nossas proteínas vermelhas.
E esta contribuição é feita sem competir com o homem no consumo de alimentos, já que se alimentam principalmente de plantas não aproveitáveis na dieta humana, especialmente pasto.
O gado bovino, de engorde pode ser criado em terras de pastagens impróprias para agricultura, além do mais os únicos vegetais que o homem pode transformar em energia são grãos, frutas e raízes, enquanto a vaca pode extrair energia, posteriormente aproveitada por nós, da celulose principal constituinte dos vegetais.  
    
Mecanismo de transformação, da celulose no ruminante.

 A vaca possui ou é uma máquina biológica para efetuar essa transformação. O fato de ser ruminante significa que mastiga várias vezes o alimento que volta a boca desde o estômago ao que foi enviado em primeira instância. Pode encher rapidamente seu estômago de pasto e dedicar o resto do dia a transformar sua comida, em pacífico retiro; uma vantagem que deve ter tido grande valor na super-vivência de sua espécie, quando vivia em estado selvagem.
A maquinaria que faz possível as extraordinárias operações metabólicas da vaca (e de outros ruminantes, como cabras, ovelhas, camelos, e cervos) consiste em seus múltiplos estômagos e na presencia de um grupo de micro-organismos com os quais a vaca vive em feliz e proveitosa associação mutua. 

A vaca possui quatro (4) estômagos: os dois primeiros chamados rumem ou pança ou herbário e retículo ou redecilha, estão conectados por uma abertura tão grande que podem ser considerados como um só compartimento. Uma vaca de porte grande, sua capacidade é de aproximadamente entre 180 – 230 litros. Nesse compartimento, é depositada a massa verde que tem mastigado e volto a mastigar e junto com essa massa verde há uma grande colônia de micro-organismos que atuam na transformação dessas substancias indigeríveis em compostos mais simples. As paredes do rumem amassam o material verde semi líquido movimentando-o para frente e para trás e empurrando gradualmente para o terceiro estômago, chamado omaso ou livrinho. Entre outras com a função de exprimir a agua da massa vegetal. De aí para o quarto e último estômago chamado abomaso ou estômago propriamente dito, onde é realizada a verdadeira digestão, na forma ordinária em que o processo se cumpre no estômago em outros mamíferos. 

Os micro-organismos além de descompor a celulose, também sintetizam substancias que são utilizadas por a vaca como alimento, por exemplo vitaminas B. Bactérias e protozoários do rumem transformam em aminoácidos e proteínas sustâncias mais simples, fornecendo alimento a vaca, o que significa que a vaca não necessita ingerir aminoácidos. E é aí onde o gado bovino é de alto valor como produtor de alimento humano. Pode transformar substancias de pouco valor alimentício, como proteínas biologicamente inferiores e forragem de difícil digestão em carne e leite. 

Gado leiteiro produz mais quando é enriquecida a dieta com alimentos de alto valor proteico, mas sua utilidade básica radica na sua capacidade de formar proteínas em base a substancias simples. Sabemos que até podemos usar ureia para formar proteína.
Os organismos do rumem podem transformar a ureia em amônia, fixar o nitrogênio da amônia e aproveitando o mesmo para a sínteses dos aminoácidos. Muitos alimentos fornecidos hoje em dia já tem um % de ureia, (proteína barata), e fornecida em quantias bem baixas, porque se amônia é excessiva chega a ser tóxica.  
   

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