Desculpem esta ausência, estava com outros compromissos.
O metabolismo dos ruminantes.
Durante tempos, se tem falado que
o melhor amigo do homem é o cachorro, mas não para os biólogos. Em relação ao
valor para a humanidade, o animal que leva a melhor é o ruminante. E sem
considerar que é um animal tranquilo e mais inteligente do que a imaginação
popular supõe, aos ruminantes (vacas, etc.) devemos a provisão da maioria de
nossas proteínas vermelhas.
E esta contribuição é feita sem
competir com o homem no consumo de alimentos, já que se alimentam principalmente
de plantas não aproveitáveis na dieta humana, especialmente pasto.
O gado bovino, de engorde pode
ser criado em terras de pastagens impróprias para agricultura, além do mais os
únicos vegetais que o homem pode transformar em energia são grãos, frutas e raízes,
enquanto a vaca pode extrair energia, posteriormente aproveitada por nós, da
celulose principal constituinte dos vegetais.
Mecanismo de transformação, da celulose no ruminante.
A vaca possui ou é uma máquina biológica para
efetuar essa transformação. O fato de ser ruminante significa que mastiga várias
vezes o alimento que volta a boca desde o estômago ao que foi enviado em
primeira instância. Pode encher rapidamente seu estômago de pasto e dedicar o
resto do dia a transformar sua comida, em pacífico retiro; uma vantagem que
deve ter tido grande valor na super-vivência de sua espécie, quando vivia em
estado selvagem.
A maquinaria que faz possível as extraordinárias
operações metabólicas da vaca (e de outros ruminantes, como cabras, ovelhas,
camelos, e cervos) consiste em seus múltiplos estômagos e na presencia de um
grupo de micro-organismos com os quais a vaca vive em feliz e proveitosa
associação mutua.
A vaca possui quatro (4) estômagos:
os dois primeiros chamados rumem ou pança ou herbário e retículo ou redecilha,
estão conectados por uma abertura tão grande que podem ser considerados como um
só compartimento. Uma vaca de porte grande, sua capacidade é de aproximadamente
entre 180 – 230 litros. Nesse compartimento, é depositada a massa verde que tem
mastigado e volto a mastigar e junto com essa massa verde há uma grande colônia
de micro-organismos que atuam na transformação dessas substancias indigeríveis em
compostos mais simples. As paredes do rumem amassam o material verde semi líquido
movimentando-o para frente e para trás e empurrando gradualmente para o terceiro estômago, chamado omaso ou livrinho. Entre outras com a função de exprimir a
agua da massa vegetal. De aí para o quarto e último estômago chamado abomaso ou estômago propriamente dito, onde é realizada a verdadeira digestão, na forma
ordinária em que o processo se cumpre no estômago em outros mamíferos.
Os micro-organismos além de
descompor a celulose, também sintetizam substancias que são utilizadas por a
vaca como alimento, por exemplo vitaminas B. Bactérias e protozoários do rumem
transformam em aminoácidos e proteínas sustâncias mais simples, fornecendo
alimento a vaca, o que significa que a vaca não necessita ingerir aminoácidos. E
é aí onde o gado bovino é de alto valor como produtor de alimento humano. Pode transformar
substancias de pouco valor alimentício, como proteínas biologicamente
inferiores e forragem de difícil digestão em carne e leite.
Gado leiteiro produz mais quando
é enriquecida a dieta com alimentos de alto valor proteico, mas sua utilidade básica
radica na sua capacidade de formar proteínas em base a substancias simples. Sabemos
que até podemos usar ureia para formar proteína.
Os organismos do rumem podem
transformar a ureia em amônia, fixar o nitrogênio da amônia e aproveitando o
mesmo para a sínteses dos aminoácidos. Muitos alimentos fornecidos hoje em dia já
tem um % de ureia, (proteína barata), e fornecida em quantias bem baixas,
porque se amônia é excessiva chega a ser tóxica.
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