terça-feira, 17 de junho de 2014

O metabolismo dos ruminantes II



A sínteses de alimentos é parte do rol desempenhado pelos micro-organismos, outra função é a de descompor substancias que fornecem energia. Fermentando a matéria vegetal  no rumem, descompõem os hidratos de carbono (carboidratos) complexos em grandes quantidades de ácidos graxos principalmente ácido acético, passando a corrente sanguínea através da parede do rumem. 

O metabolismo dos carboidratos em ruminantes é diferente dos mamíferos não ruminantes como por exemplo o homem. 

Na gente, digerimos carboidratos, formando açucares simples, principalmente glucose e nos tecidos produzimos ácidos graxos de corta cadeia. Consequentemente, no sangue contem glucose mas quase nada de ácidos graxos.  No sangue do ruminante (vaca, ovelha,) se observa o oposto, baixo nível de glucose e um alto nível de ácidos graxos. O 90 % da energia da vaca é fornecido pelo ácido acético produzido no rumem.

Um ruminante não começa a usar seu peculiar sistema digestivo desde seu nascimento, ele vai se adaptando em relação a mudança de hábitos alimentícios. Um animal jovem enquanto se alimenta do leite materno, metaboliza o alimento como qualquer outro mamífero, seu rumem não está desenvolvido e está livre de micro-organismos digestivos. 

A partir do momento em que a ingesta muda (pasto, feno, etc.) seu rumem aumenta, a população microbiana cresce e sua forma de metabolizar muda radicalmente. O nível de açúcar no sangue baixa e o de acetato vá sendo mais relevante. O animal responde a sua mudança de dieta, elaborando enzimas que facilitam a produção metabólica de energia pelo acetato. Isto não significa que a vaca possa viver sem glucose. 

A modo de exemplo, o sistema nervoso necessita de glucose, a própria produção do leite e especialmente vacas leiteiras.  Os principais ácidos graxos que o ruminante usa são acetato, propionato e butirato, produzidas no rumem. Seu sistema digestivo outorga ao ruminante, grandes vantagens, simplificando o problema de procura de alimento, mas também alguma desvantagem. Uma de elas é a fermentação no rumem que gera grandes quantidades de gás, dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4). Normalmente o animal expulso o gás por eructação, mas se alguma coisa atrapalha nessa descarga de gás, o rumem aumenta provocando o timpanismo.   

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