A sínteses de alimentos é parte
do rol desempenhado pelos micro-organismos, outra função é a de descompor substancias
que fornecem energia. Fermentando a matéria vegetal no rumem, descompõem os
hidratos de carbono (carboidratos) complexos em grandes quantidades de ácidos
graxos principalmente ácido acético, passando a corrente sanguínea através da
parede do rumem.
O metabolismo dos carboidratos em ruminantes é diferente dos
mamíferos não ruminantes como por exemplo o homem.
Na gente, digerimos
carboidratos, formando açucares simples, principalmente glucose e nos tecidos
produzimos ácidos graxos de corta cadeia. Consequentemente, no sangue contem
glucose mas quase nada de ácidos graxos.
No sangue do ruminante (vaca, ovelha,) se observa o oposto, baixo nível de
glucose e um alto nível de ácidos graxos. O 90 % da energia da vaca é fornecido
pelo ácido acético produzido no rumem.
Um ruminante não começa a usar seu
peculiar sistema digestivo desde seu nascimento, ele vai se adaptando em
relação a mudança de hábitos alimentícios. Um animal jovem enquanto se
alimenta do leite materno, metaboliza o alimento como qualquer outro mamífero,
seu rumem não está desenvolvido e está livre de micro-organismos digestivos.
A partir
do momento em que a ingesta muda (pasto, feno, etc.) seu rumem aumenta, a
população microbiana cresce e sua forma de metabolizar muda radicalmente. O nível
de açúcar no sangue baixa e o de acetato vá sendo mais relevante. O animal
responde a sua mudança de dieta, elaborando enzimas que facilitam a produção metabólica
de energia pelo acetato. Isto não significa que a vaca possa viver sem glucose.
A modo de exemplo, o sistema nervoso necessita de glucose, a própria produção
do leite e especialmente vacas leiteiras. Os principais ácidos graxos que o ruminante
usa são acetato, propionato e butirato, produzidas no rumem. Seu sistema
digestivo outorga ao ruminante, grandes vantagens, simplificando o problema de
procura de alimento, mas também alguma desvantagem. Uma de elas é a fermentação
no rumem que gera grandes quantidades de gás, dióxido de carbono (CO2) e metano
(CH4). Normalmente o animal expulso o gás por eructação, mas se alguma coisa atrapalha
nessa descarga de gás, o rumem aumenta provocando o timpanismo.
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